Existe uma infinidade de definições e conceitos sobre a arte. Na perspectiva dos filósofos, Platão considera-a "o esplendor do verdadeiro", Aristóteles descreve-a como "a ordem e a harmonia das partes" e para Leibniz "arte é a perfeição" apud MARINO (1966).
Não devemos ver a arte apenas como algo restrito às galerias e museus. Devemos vê-la como algo possivelmente presente no nosso cotidiano. Assim ela se encontra em tudo o que as pessoas fazem para agradar aos seus sentidos e está também intimamente ligada com o criar, trabalhar e realizar.
Entendendo que a arte não se restringe a lugares próprios, estando ela presente no nosso cotidiano, o artista não é apenas aquele que se apresenta nos palcos dos teatros ou o criador das grandes obras que se encontram nos museus e cidades históricas. O artista é caracterizado pela capacidade de criar, trabalhar e realizar ações e obras que agradem aos seus sentimentos e aos de outros, dotado de uma sensibilidade tal que saiba escolher para cada momento e população, os instrumentos específicos que satisfarão as necessidades do outro e conseqüentemente de si mesmo.
“A arte é encontrada na criança quase como algo inato, verdadeiramente espontâneo, absolutamente criativo. Ela manifesta-se na maioria das vezes através das brincadeiras...” (FRIEDMANN, 1992; PINHEIRO & LOPES, 1993; VIGOTSKI, 1994; LIMA, 1995).MARINO, D. Libertar a criança pela arte. A palavra. Ribeirão Preto, 1966. Suplemento Cultural, P147
Dê uma olhadinha para o lado. Nós estamos rodeados de cores, formas, luzes, sombras, reflexos, detalhes. Existem tantas coisas em nossa vida que merecem ser vistas, observadas. Estamos tão acostumados a passar pelas coisas, olhar de um jeito específico que, quando são feitas mudanças, estranhamos. Imagine um cacho de uva cor de laranja, ou uma laranja roxa. Seria estranho já que nossa mente está habituada com o que vemos diariamente. Todos já viram desenhos de crianças. Mesmo na fase da garatuja, onde não é possível identificá-los, a criança, com sua maravilhosa criatividade, consegue relatar o que desenhou. Nestes momentos, quantas vezes o adulto pergunta: "O que desenhaste?", dando a sugestão, "uma chaminé?" A criança olha e diz: "Não, é o pescoço de uma girafa". Nestas horas seria melhor deixar a criança explicar seu desenho, sem interferir. Entendermos que podemos mudar a forma e as cores. A arte é liberdade de expressão, é criação! A criança consegue criar desenhos ricos em detalhes. Colocam no papel seus sentimentos mais profundos. Devemos deixar esta criatividade fluir. Quantas vezes um adulto acaba com esta criatividade? Perguntas inadequadas ou comentários acabam inibindo a criança, fazendo com que, muitas vezes, ela pense que não sabe desenhar. O que quero deixar claro é que a criança precisa ter o seu espaço para criar. Seja desenhando, mexendo com sucatas, pintando. Ela precisa deste momento de prazer, sem cobranças, um momento único de libertar seus sentimentos. E quando mostrar para um adulto "sua arte", ter um elogio sincero pelo seu esforço, pelo simples fato de ter feito a sua arte. Ter criado sozinha, mudando, muitas vezes, os padrões do dia a dia.
Então, deixe a criança FAZER ARTE à vontade...
HONORINA DUARTE DA SILVEIRA
Não devemos ver a arte apenas como algo restrito às galerias e museus. Devemos vê-la como algo possivelmente presente no nosso cotidiano. Assim ela se encontra em tudo o que as pessoas fazem para agradar aos seus sentidos e está também intimamente ligada com o criar, trabalhar e realizar.
Entendendo que a arte não se restringe a lugares próprios, estando ela presente no nosso cotidiano, o artista não é apenas aquele que se apresenta nos palcos dos teatros ou o criador das grandes obras que se encontram nos museus e cidades históricas. O artista é caracterizado pela capacidade de criar, trabalhar e realizar ações e obras que agradem aos seus sentimentos e aos de outros, dotado de uma sensibilidade tal que saiba escolher para cada momento e população, os instrumentos específicos que satisfarão as necessidades do outro e conseqüentemente de si mesmo.
“A arte é encontrada na criança quase como algo inato, verdadeiramente espontâneo, absolutamente criativo. Ela manifesta-se na maioria das vezes através das brincadeiras...” (FRIEDMANN, 1992; PINHEIRO & LOPES, 1993; VIGOTSKI, 1994; LIMA, 1995).MARINO, D. Libertar a criança pela arte. A palavra. Ribeirão Preto, 1966. Suplemento Cultural, P147
Dê uma olhadinha para o lado. Nós estamos rodeados de cores, formas, luzes, sombras, reflexos, detalhes. Existem tantas coisas em nossa vida que merecem ser vistas, observadas. Estamos tão acostumados a passar pelas coisas, olhar de um jeito específico que, quando são feitas mudanças, estranhamos. Imagine um cacho de uva cor de laranja, ou uma laranja roxa. Seria estranho já que nossa mente está habituada com o que vemos diariamente. Todos já viram desenhos de crianças. Mesmo na fase da garatuja, onde não é possível identificá-los, a criança, com sua maravilhosa criatividade, consegue relatar o que desenhou. Nestes momentos, quantas vezes o adulto pergunta: "O que desenhaste?", dando a sugestão, "uma chaminé?" A criança olha e diz: "Não, é o pescoço de uma girafa". Nestas horas seria melhor deixar a criança explicar seu desenho, sem interferir. Entendermos que podemos mudar a forma e as cores. A arte é liberdade de expressão, é criação! A criança consegue criar desenhos ricos em detalhes. Colocam no papel seus sentimentos mais profundos. Devemos deixar esta criatividade fluir. Quantas vezes um adulto acaba com esta criatividade? Perguntas inadequadas ou comentários acabam inibindo a criança, fazendo com que, muitas vezes, ela pense que não sabe desenhar. O que quero deixar claro é que a criança precisa ter o seu espaço para criar. Seja desenhando, mexendo com sucatas, pintando. Ela precisa deste momento de prazer, sem cobranças, um momento único de libertar seus sentimentos. E quando mostrar para um adulto "sua arte", ter um elogio sincero pelo seu esforço, pelo simples fato de ter feito a sua arte. Ter criado sozinha, mudando, muitas vezes, os padrões do dia a dia.
Então, deixe a criança FAZER ARTE à vontade...
HONORINA DUARTE DA SILVEIRA
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